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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Como não ser barrado no serviço de imigração




Olá pessoal,

Hoje, gostaria de falar um pouquinho sobre o processo de imigração e o que devemos ter em mãos no tão apreensivo momento de se apresentar para um oficial.

Essa é sem dúvida uma das maiores preocupações dos brasileiros quando estão embarcando para o exterior, principalmente se for a primeira vez. Perguntas como: "o que irão me perguntar" e "o que devo responder" são comuns entre os viajantes. Na verdade tudo é bem mais simples e menos assustador do que parece e em alguns minutinhos você estará liberado para "se pirulitar no mundo".

Tudo começa ainda dentro do avião, onde você receberá um formulário que deverá ser preenchido e entregue ao oficial que irá te atender. Ao desembarcar siga as placas de informações que irão te conduzir até os guichês, costumo sempre dizer, siga o fluxo... rs. Geralmente são duas filas, uma para estrangeiros e outra para cidadãos nativos, entre na fila de estrangeiros e aguarde. 

Ao chegar sua vez um agente irá lhe direcionar para o guichê correto e então é aí que tudo será perguntado e checado, passaporte, visto válido, passagem de retorno, vouchers de hotel e/ou documento que comprove onde ficará hospedado, permanência no país, dentre outros documentos que eles acharem que devem solicitar, afinal eles podem pedir tudo, absolutamente TUDO, inclusive pedir que mostrem que você possui condições financeiras para a viagem, apresentando o dinheiro em espécie e cartões de crédito. 

Responda apenas o que lhe for perguntado e lembre-se que ele é - naquele momento - a autoridade máxima no país e podem definirá se você poderá ou não prosseguir com sua viagem e por isso devemos nos manter tranquilos para as perguntinhas que farão.
  • Qual o motivo de sua viagem?
  • Conhece alguém na cidade?
  • Quantos dias ficará?
  • Qual sua profissão?
  • Quanto tem de dinheiro?
Ainda no guichê, em alguns países, a exemplo dos Estados Unidos, você será fotografado e seus dedos escaneados (impressão digital). Com tudo certinho você terá seu passaporte carimbado com a data de entrada e a palavrinha mágica dita pelo oficial "welcome".

Agora, se as coisas não forem tão tranquilas assim e o oficial te colocar contra parede, nunca questione nada, seja firme em suas respostas, tente ao máximo se manter calmo e responda todas as perguntas sem perder o controle, pois acredite, te farão a mesma pergunta milhões de vezes e o importante aqui é não cair em contradição.

Eles ainda podem te direcionar para uma segunda entrevista com outros agentes e caso isso aconteça, não se desespere, mantenha-se equilibrado e responda novamente todas as perguntas que lhe fizerem, falando sempre a verdade. Com certeza, se não tiver nada a esconder será liberado e poderá dar continuidade a sua viagem com uma estorinha a mais pra contar. rsrsr 

Abaixo seguem algumas dicas simples para planejar seu embarque e aumentar suas chances de não ser pego de surpresa com problemas na imigração no país de destino.
  • O passaporte precisa ter no mínimo seis meses de validade a partir da data do embarque. Quando for apresentar ao agente já deixe-o aberto na página que tem sua foto;
  • Sempre verifique se o país de destino exige visto prévio e o solicite junto a um Consulado/Embaixada;
  • Caso tenha um visto ainda válido e seu passaporte precisou ser renovado, mantenha com você os passaportes anteriores;
  • Tenha impressa toda a documentação de viagem (vouchers, passagens, seguros, etc). Só as apresente caso seja solicitado;
  • Alguns países, a exemplo da Austrália e África do Sul exigem o Certificado Internacional de Vacinação (disponibilizado pela ANVISA) contra a febre amarela, que deve ser tomada, com pelo menos, dez dias antes da viagem;
  • Preencha o formulário alfandegário ainda no avião, assim terá tempo de respondê-lo tranquilamente, pois o mesmo não pode conter rasuras;
  • Procure não fazer muito barulho enquanto aguarda ser atendido pela imigração;
  • Estando ainda na área de segurança evite o uso de equipamentos eletrônicos, mantendo desligado seu celular e aparelhos que emitam som;
  • Fale apenas o necessário e não faça nenhum tipo de brincadeira e piada;
  • Caso não fale a língua nativa peça um intérprete para ajudá-lo;
  • Só se dirija ao guichê quando for chamado;
  • Caso esteja viajando em família é possível irem todos para um mesmo guichê, mas se forem apenas amigos e não forem compartilhar os mesmos documentos impressos opte por se dirigir sozinho a um guichê. Por alguma razão eles criam mais empecilhos com grupos;
  • Evite conversar com desconhecidos na fila;
  • Roupas muito decotadas e curtas não são legais, opte por opções mais discretas;
  • Nos voos com conexões certifique-se sobre a documentação exigida no destino de parada, pois você poderá ficar preso em uma sala a espera do seu próximo voo ou até ser impedido de prosseguir sua viagem;
  • Tenha na ponta da língua sua data de retorno, pois às vezes, eles pedem para conferir seu bilhete;
  • Nunca viaje sem uma quantia mínima de dinheiro em espécie, além de cartão de crédito internacional e/ou cartão pré-pago;
  • Tenha também impresso documentos que comprovem seu vínculo com o Brasil e sua atual situação financeira, como contra-cheques, carta de matrícula da universidade e/ou da empresa onde trabalha; extratos bancários com poupanças e investimentos, IR, etc.;
  • Após passar pela imigração não fique aguardando por outras pessoas nas proximidades, vá direto buscar suas malas. Lembre-se que eles continuam te observando;
  • Dizer que conhece amigos ou que tem parentes no país nem sempre é bom, pois eles podem achar que você quer morar lá também;
  • Nunca entre em um país sem uma confirmação de onde ficará hospedado, se for ficar na casa de amigos ou parentes considere a possibilidade de fazer uma reserva em um hotel, pois é mais tranquilo;
  • Não fale que tem alguém te esperando no aeroporto se realmente não houver, eles costumam checar a informação. Também fazem o contrário, já houve casos em que a pessoa informou que não conhecia ninguém e eles anunciaram no sistema de som que a pessoa estava se sentindo mal e estava na enfermaria e que aguardava o conhecido lá. Acredite, foi deportado. 

    Pois bem, se seu plano for viajar pro exterior recomendo ler e reler essas dicas, afinal, melhor pecar por excesso do que por esquecimento. Espero ter ajudado um pouquinho que seja no sucesso de sua viagem, afinal, viajar é tudo de bom, mas precisamos estar atentos para que o sonho não vire um pesadelo.

    Estando tudo correto, agora é hora de fazer as malas e "Se Pirulitar no Mundo"!!!

    terça-feira, 11 de agosto de 2015

    Cidadania italiana será apenas para filhos e netos


    Ciao ragazzi,

    Parece que realmente o cerco vai se fechar! Já algum tempo venho ouvindo rumores de que a solicitação da cidadania italiana estava em processo de mudança e que algumas exigências já estariam em vigor e outras mais estariam por vir. 
    A seguir uma matéria bem interessante que mostra como poderá ficar a nova lei sobre a cidadania.
    Itália pode restringir cidadania aos descendentes de imigrantes

    Parlamento italiano começa a rever lei da cidadania dia 22 e parlamentares no exterior são pegos de surpresa

     
    Curitiba - PR
    “Voltando a Roma, estou pensando em convocar uma reunião do Comitê (Comitato permanente italiani nel mondo e promozione del sistema paese della Camera dei Deputati) para discutir o assunto e verificar se é possível a tomada de posições uniformes por parte dos parlamentares eleitos no exterior sobre os diversos aspectos do tema”, disse hoje no início da tarde o deputado Fabio Porta. Ele embarcava de São Paulo para o Nordeste brasileiro, onde passará as comemorações relativas ao Dia da República Italiana e deverá voltar para Roma na quinta-feira.

    Ele se referia à nova lei italiana sobre cidadania, que começará a ser discutida a partir do próximo dia 22 pelo Parlamento Italiano, e sobre a qual algumas posições parlamentares conhecidas até aqui são muito discrepantes, algumas completamente contrárias à posição da maioria dos que hoje têm direito à cidadania italiana por descenderem, mundo a fora, de imigrantes italianos. Até agora, nenhum outro parlamentar italiano eleito no exterior – a maioria, como Renata Bueno e Fausto Longo, esteve fora de Roma nos últimos dias, acompanhando o giro pela América do Sul da presidente da Câmara, Laura Boldrini - manifestou-se sobre o assunto.

    Dependendo da corrente que vencer no Parlamento italiano, a nova lei poderá fortalecer o princípio do “jus soli”, tendo em vista as novas levas de imigrantes em território italiano, mas inclui também propostas que pretendem modificar substancialmente o “jus sanguinis” - isto é, o direito à cidadania italiana por descendência, independentemente do lugar de nascimento.

    O assunto é polêmico na Itália e fora dela. As mudanças poderão impor restrições sem precedentes ao direito hoje garantido a todos os descendentes de imigrantes italianos que, independentemente do grau geracional, podem ser reconhecidos como italianos. Ao mesmo tempo, as mudanças poderão – e isto é quase uma certeza -, estender o direito à cidadania pelo lado materno antes de 1948, quando apenas homens transmitiam a nacionalidade a seus descendentes. Outra proposta pode devolver a cidadania italiana a quem a perdeu em decorrência de naturalizações nos países para os quais imigraram.

    Outro aspecto que poderá ser atingido pela nova Lei da Cidadania Italiana (hoje, a nacionalidade italiana é regulada fundamentalmente pela lei número 91, de 15 de fevereiro de 1992) é o que se relaciona aos descendentes de imigrantes trentinos e outros que habitavam territórios pertencentes ao antigo Império Austro-Húngaro. Se for imposta uma restrição generacional, a reivindicação dos que se enquadram nesta situação cairá simplesmente por terra.

    Para o Brasil, que abriga a maior comunidade itálica do mundo, com cerca de 35 milhões de assim chamados “oriundi”, o assunto interessa diretamente a milhares de pessoas: das que estão nas enormes “filas da cidadania” diante dos consulados italianos que aqui operam, às milhares que aguardam para entrar nas filas e até agora não o fizera, desestimulados pela demora no atendimento, um problema crônico que não foi superado nem com a instituição de uma “task force” que obteve verba orçamentária específica.

    “Nós procuraremos analisar os riscos – disse Fabio Porta - que se corre com as mudanças pretendidas e se há a possibilidade de ter posição única entre os deputados eleitos no exterior”. A tarefa, pelo que se sabe, não será fácil, ante a posição já tornada pública por parlamentares como os senadores Claudio Micheloni (Suíça) e Claudio Zin (Argentina), que são pela barreira generacional de terceira geração – isto é, teriam direito à cidadania apenas os filhos e netos do imigrante. Pelo menos com relação ao Brasil, Porta disse eperar não ficar sozinho em sua posição mais ampla.

    Porta, que defende a manutenção do direito como hoje está (admitiria no máximo uma exigência mínima de conhecimento sobre história e cultura italiana, mas sem a necessidade de algum exame ou prova), entende que a barreira generacional poderá ser um “tiro no pé” para a própria Itália que, nestas questões, olha apenas para a velha emigração e se esquece da nova onda de emigração que está acontecendo: amanhã poderão ser os descendentes desses hoje novos imigrantes a terem seu direito limitado.


    Pegos de surpresa – O deputado Fabio Porta disse que foi pego de surpresa com a inclusão do tema imigração na ordem do dia do Parlamento. Ele estava previsto para o decorrer do segundo semestre do ano, “é isso que se sabia” - acrescenta o parlamentar que advoga uma mudança italiana na forma de ver: em vez de problema, os descendentes de imigrantes que reivindicam o reconhecimento da cidadania italiana constituem uma solução. Uma solução reconhecida até por alguns cônsules que fazem as contas das entradas financeiras (taxas cobradas por serviços prestados) que obrigatoriamente são enviadas ao Ministério das Finanças, em Roma.

    A partir da cobrança dos 300 euros sobre cada pedido de reconhecimento de cidadania, essa questão ficou ainda mais evidente. “As reclamações são muitas” diz Fabio que, no final de semana, esteve em Belo Horizonte ouvindo representantes da comunidade italiana. Com o dinheiro arrecadado, “dava para realizar uma nova 'task force', resolvendo assim a questão das filas da cidadania, e ainda investir em difusão da cultura e da língua italiana. Basta que esse dinheiro fique na origem em que é arrecadado, isto é, nos próprios consulados.

    O parlamentar, além de enxergar visões diversas entre os Ministérios das Relações Exteriores e das Finanças, discorda do argumento segundo o qual a maior parte dos pedidos de reconhecimento da cidadania italiana tem por objetivo final a obtenção de um documento de viagem (passaporte) para entrar nos Estados Unidos: “Trata-se de apenas mais uma desculpa”, disse Fabio Porta. Em breve, o visto para entrar nos Eua pode cair. “Não estamos diante de um problema, mas de uma solução”, repete. Para ele, pode estar nessa visão distorcida a causa da 'promoção' da Mogherini (Federica Mogherini, a ex-ministra das Relações Exteriores era favorável à causa dos descendentes de imigrantes, e foi promovida para Bruxelas, como representante da União Europeia para os negócios exteriores e políticas de segurança).